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Traumatismo Craniano – O que é, Sintomas e Tratamento

Quando se fala de fraturas pensamos sempre num braço ou perna partidos, que embora seja uma situação que requer alguns cuidados não se compara com a gravidade de uma fratura de um crânio.

Os ossos do crânio podem sofrer fraturas de diversa ordem, basta que o indivíduo sofra um impacto contundente, direta ou indiretamente.

As causas que se encontram por vezes inerentes a este tipo de quebras podem resultar num traumatismo craniano que é uma condição muitissimo grave e que necessita de tratamento médico urgente.

Estas fraturas podem ser mais ou menos gravosas dependendo do traumatismo, e das seguintes condições:

  • Quais os ossos afetados;
  • Qual a gravidade e quão profunda é a fratura;
  • Se com a fratura houve igualmente traumatismo da pele, das membranas mucosas, da face e dos vasos sanguíneos.

Estas fraturas podem ser lineares (apenas uma racha de osso quebrado) ou comunicadas onde existem várias linhas de fratura (como um vidro partido).

As fraturas também podem ser classificadas como abertas ou expostas.

É considerada exposta quando existe um rompimento da pele ou uma ferida e o osso se desloca para fora. A fratura fechada é quando o osso partiu mas não ficou exposto no exterior.

Causas para a fratura de crânio

Quando o crânio sofre uma fratura necessariamente estamos perante um traumatismo craniano.

Vários tipos de lesões podem causar estas fraturas, tais como:

  1. Quedas violentas e desamparadas;
  2. Acidentes de Viação;
  3. Lesões provenientes de atividades esportivas;
  4. Agressão física violenta.

Classes de Fraturas

Os traumatismos cranianos são classificados pelo corpo clínico (médico e assistentes), de acordo com o nível de gravidade e qual o tipo de lesão coleteral produzida na fratura.

Vários são os tipos de fratura craniana:

  • Fratura Linear: Quando há fratura mas sem linhas adicionais e quando não há ossos fora do lugar nem compressão nos mesmos.
  • Fratura Simples: Quando existe fratura sem danificar tecidos ou pele adjacentes.
  • Fratura Composta: Quando existe em simultâneo fratura na pele e nos ossos da caixa craniana.
  • Fratura Deprimida: Quando existe fratura com deslocação do osso para o cérebro.

Caso haja sangramento e inchaço no cérebro, devido a algumas fraturas cranianas, pode haver uma compressão do tecido cerebral circundante, o que irá resultar indubitavelmente em danos cerebrais, por vezes irreversíveis.

Sintomas mais comuns

  1. Contusão ou colisão violenta;
  2. Escoamento dos fluídos das orelhas ou do nariz;
  3.  Dor de cabeça ou dor no local de embate;
  4. Voz arrastada ou perca da fala;
  5. Sonolência, ou sentir-se irritado e/ou confuso, desorientado;
  6. Dificuldade em deglutir;
  7. Ferida sangrando sem parar;
  8. Perca de equilibrio, instabilidade;
  9. Visão turva ou embaciada;
  10. Sangramento dos olhos, narinas;
  11. Equimose/ou pisadura por detrás das orelhas ou por debaixo dos olhos;
  12. Perca de consciência;
  13. Sentir-se nauseado, ou com vontade de vomitar;
  14. Dores de cabeça persistentes;
  15. Pupilas dilatadas que não reagem à luz;
  16. Convulsões;
  17. Torcicolo e/ou inchaço sem causa aparente;
  18. Pulso fraco;
  19. Sentir-se dormente e/ou paralisado dos membros;
  20. Paralisia facial ou face enfraquecida;
  21. Incontinência na bexiga ou intestinal;
  22. Aperto no coração e dificuldade na respiração;
  23. Dificuldade em ouvir e/ou ouvir zumbidos persistentes.

Como diagnosticar?

Normalmente este tipo de fraturas costumam ser diagnosticadas em clínicas e hospitais, locais onde os meios de diagnostico serão os mais adequados para a definição do tipo de lesão.


Em primeiro lugar o médico irá proceder a um exame  para determinar a função pulmonar e cardíaca.

Para saber exactamente a extensão da lesão e quão grave ela é, o exame de nome Escala de Coma Glasgow, vai avaliar se o traumatismo sofrido pode ter causado dano cerebral, se há ou não a possibilidade de perca de consciência ou se pode ser recuperável ou irreversível.

Outro exame é verificar a dilatação das pupilas e caso estejam maiores que o normal, pode indicar que se gerou um traumatismo grave.

Exames de diagnostico mais comuns são igualmente válidos como a Tomografia computorizada a Ressonância magnética ou as Radiografias, vulgo Rx’s.

Tratamento

O médico é a entidade competente, sobre o tratamento mais adequado, após a avaliação do estado do doente e da gravidade do traumatismo sofrido.

Certas fraturas requerem cirurgia, enquanto que outras se curam por si só.

Se suspeita que tem fratura craniana:

  • Chamando a assistência médica;
  • Verificar se a pessoa está respirando, e se não, fazer respiração cardio-respiratória pulmonar – (RCP);
  • Manter o traumatizado imóvel, a não ser que seja imperativo movimentá-lo;
  • Não movimentar a cabeça e o pescoço, se porventura for inevitável, o doente ser movido de lugar;
  • Caso haja sangramento, primir firmemente a ferida com um pano lavado, limpo;
  • Não remover o pano lavado usado inicialmente, caso este fique encharcado em sangue e aplicar novos fazendo pressão, no intuito do seu estancamento;
  • Não retirar quaisquer objectos que estiverem a bloquear a ferida ou o local onde se deu o traumatismo;
  • Caso o individuo se sinta nauseado e vomitar, virá-lo de lado, acondicionando o pescoço e a cabeça por forma a ficar imóvel, evitando a asfixia do individuo;
  • Não deve sob nenhum pretexto administrar qualquer tipo de medicação sem autorização médica, nem deixar sozinho, um doente traumatizado.

Como recuperar de um traumatismo craniano

Qualquer individuo que sofra uma concussão leve, pode não necessitar de tratamento médico e a recuperação ser total.

Por outro lado e falando de traumatismos com grau elevado e/ou moderado podem ter resultados completamente imprevisíveis e desfavoráveis.

Existem estudos que indicam que cerca de 25% destes doentes com traumatismos moderados, irão sofrer e manter alguma percentagem de incapacidade, que os impossibilita de viver uma vida em pleno.

Como resultado dos ferimentos sofridos pelas lesões em fraturas cranianas, cerca de 10% dos pacientes irão morrer ou ficar em estado vegetativo permanente.

Pessoas que sofram traumatismos graves na cabeça, estima-se que cerca de 30%, não consigam sequer sobreviver aos traumas sofridos.

Observações

O tipo de traumatismo de uma pessoa com fratura craniana, depende da gravidade desta.

Apesar de alguns traumatismos e fraturas na cabeça sejam evitáveis, existem critérios e regras que cada um pode tomar para evitar o risco de uma fratura craniana:

  • Usar equipamento protetor e adequado à prática de esportes, quer ao nível da prevenção e segurança;
  • Usar sempre uma protecção na cabeça (capacete) caso ande de bicicleta ou de moto;
  • Usar sempre o cinto de segurança caso dirija e evitar o consumo do álcool que pode reduzir os seus reflexos e desviar a sua atenção;

Fraturas do crãnio podem em muitos casos se curarem sozinhas sem precisarem de intervenção cirúrgica.

Todavia, traumatismos de maior gravidade exigem cirurgia e são a causa de outras complicações severas e difíceis se não impossíveis de debelar, que podem incluir danos cerebrais irreversíveis e até a morte.